Dr. Enrico CESCUTTI
Dr. Enrico Cescutti's Medical Practice 30 Route de Belvaux, 4510 Oberkorn Differdange, Luxembourg Idioma(s) falado(s) :Francês Italiano Luxemburguês
Especialidades envolvidas : Médico generalista, ORL (otorrinolaringologista)
A apneia do sono é uma perturbação respiratória noturna: durante o sono, a respiração interrompe-se repetidamente durante vários segundos, muitas vezes dezenas de vezes por hora, sem que a pessoa se aperceba. Manifesta-se tipicamente por um ressonar forte entrecortado de pausas, um sono que não descansa e sonolência durante o dia. No Luxemburgo, o primeiro contacto é o médico generalista, que encaminha se necessário para um otorrinolaringologista (ORL) ou para um registo do sono; o despiste é simples e os tratamentos atuais são eficazes.
Ressonar, por si só, não é uma doença. Muitos adultos ressonam, sobretudo de costas, depois de uma refeição pesada ou de um copo de vinho, sem qualquer consequência para a saúde. O ressonar torna-se um sinal de alerta quando vem acompanhado de outra coisa — e é quase sempre o companheiro ou a companheira quem repara primeiro: um ressonar forte que para de repente, vários segundos de silêncio, e depois uma retoma ruidosa da respiração, como um sobressalto ou uma sensação de engasgo.
Essas pausas são apneias: as vias respiratórias fecham-se durante o sono, o oxigénio baixa, e o cérebro provoca um microdespertar para relançar a respiração. A pessoa não se lembra de nada, mas o seu sono é fragmentado a noite inteira. Outros indícios apontam no mesmo sentido: acordar cansado mesmo depois de uma noite completa, boca seca ou dores de cabeça de manhã, levantar-se várias vezes para urinar, suores noturnos. Quem dorme sozinho deve dar atenção sobretudo a estes sinais diurnos e matinais — contam tanto como o próprio ressonar.
O verdadeiro problema da apneia do sono não se joga à noite, mas durante o dia. Um sono interrompido dezenas de vezes por hora deixa de cumprir a sua função: a sonolência instala-se nas reuniões, em frente à televisão e, sobretudo, ao volante. A sonolência ao volante é uma das consequências mais perigosas da apneia não tratada — adormecer alguns segundos na autoestrada basta para provocar um acidente grave. Quem luta contra o sono a conduzir deve falar rapidamente com o seu médico.
A longo prazo, as quedas repetidas de oxigénio e os microdespertares sobrecarregam o coração e os vasos sanguíneos. A apneia não tratada favorece a hipertensão arterial — por vezes difícil de controlar enquanto as apneias persistem — e aumenta o risco de problemas cardíacos e vasculares. Pesa também no humor e no raciocínio: irritabilidade, dificuldades de concentração, falhas de memória, humor em baixo. Muitos doentes só percebem depois de iniciar o tratamento até que ponto viviam há anos em modo reduzido.
Tudo começa numa consulta normal. O médico generalista faz perguntas sobre o sono, o ressonar e a sonolência — por vezes com questionários padronizados em que se avalia a probabilidade de adormecer em situações do dia a dia. O testemunho do companheiro ou da companheira é precioso: ir à consulta a dois acelera muitas vezes o diagnóstico.
Se houver suspeita de apneia, o passo seguinte é um registo do sono. Na maioria dos casos, faz-se em casa: é-lhe emprestado um pequeno aparelho para usar durante uma noite, com alguns sensores (respiração, oxigénio, posição), e dorme na sua própria cama. Nas situações mais complexas, uma noite num laboratório do sono, no hospital, permite um registo mais completo. Em ambos os casos, o exame é indolor; conta o número de apneias por hora e mede o seu impacto, o que orienta o tratamento. Um médico ORL pode ainda examinar o nariz e a garganta à procura de um obstáculo anatómico — desvio do septo nasal, amígdalas volumosas — que favoreça as apneias.
O tratamento de referência das formas moderadas a graves é o aparelho de pressão positiva contínua, conhecido como CPAP. O princípio é simples: um pequeno compressor silencioso envia ar através de uma máscara usada durante a noite, e esse fluxo de ar suave mantém as vias respiratórias abertas — não respira por si, apenas impede que a garganta se feche. Os aparelhos atuais são compactos e discretos, as máscaras muito mais confortáveis do que antigamente, e a maioria dos utilizadores habitua-se em poucas semanas. O benefício é muitas vezes espetacular: as noites voltam a ser reparadoras e a sonolência desaparece.
Existem outras opções consoante a gravidade e a situação: uma prótese de avanço mandibular, uma goteira feita à medida que avança ligeiramente o maxilar inferior durante a noite; dispositivos ou truques para evitar dormir de costas quando as apneias ocorrem sobretudo nessa posição; e, em certos casos, uma cirurgia ORL. A perda de peso, quando faz sentido, reduz claramente as apneias, tal como limitar o álcool à noite. A escolha discute-se com o médico, em função dos resultados do registo.
No Luxemburgo, o percurso habitual passa pelo médico generalista e depois, conforme o caso, por um médico ORL, um pneumologista ou um laboratório do sono hospitalar. As consultas médicas e os exames do sono prescritos são comparticipados pela Caisse nationale de santé segundo as regras habituais do seguro de saúde; o aparelho de pressão positiva também é comparticipado quando existe indicação médica, com acompanhamento regular da sua utilização. As modalidades exatas estão detalhadas no site da CNS. Pode marcar consulta com um médico generalista ou um ORL diretamente na Doctipro.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui uma consulta médica. Em caso de dúvida, consulte um médico; em emergência, ligue 112.
Francês Italiano Luxemburguês
Médecin généraliste - Esthétique
Luxembourg Dental Medical Centre 7a Rue de Bonnevoie, 1260 Luxembourg-Gare, Luxembourg Idioma(s) falado(s) :Francês Inglês
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Não necessariamente. Um ressonar isolado, sem pausas respiratórias nem cansaço diurno, é frequente e benigno. Consulte, no entanto, se quem dorme consigo descreve paragens da respiração seguidas de retomas ruidosas, se acorda cansado apesar de noites completas, ou se sente sonolência durante o dia. O médico generalista fará a triagem e pedirá um registo do sono se for preciso.
O CPAP trata as apneias mas não as cura: enquanto a causa persistir, o aparelho continua a ser útil todas as noites. A situação pode, porém, evoluir — uma perda de peso significativa, uma cirurgia ou uma goteira podem reduzir as apneias ao ponto de reavaliar o tratamento. Essa decisão toma-se sempre com o médico, com base num novo registo do sono, e nunca parando o aparelho por conta própria.
A sonolência ao volante causada por uma apneia não tratada é um perigo real, e a aptidão para conduzir pode estar sujeita a condições regulamentares neste contexto. O melhor é falar abertamente com o seu médico: uma apneia corretamente tratada e acompanhada é compatível com uma condução segura na grande maioria dos casos. Não conduza se estiver a lutar contra o sono.
Sim, a apneia do sono também existe nas crianças, na maioria dos casos ligada a amígdalas ou adenoides volumosas. Os sinais são diferentes dos do adulto: sono agitado, respiração ruidosa pela boca, cansaço ou irritabilidade, dificuldades de concentração na escola. Se o seu filho ressona todas as noites ou parece parar de respirar, fale com o pediatra ou o médico generalista, que encaminhará para um médico ORL.