Dr. Enrico CESCUTTI
Dr. Enrico Cescutti's Medical Practice 30 Route de Belvaux, 4510 Oberkorn Differdange, Luxembourg Idioma(s) falado(s) :Francês Italiano Luxemburguês
Especialidades envolvidas : Médico generalista, Pediatra
A asma é uma doença inflamatória crónica dos brônquios que se manifesta por episódios de falta de ar, pieira (respiração sibilante) e tosse. O que muita gente ignora: com o tratamento certo, seguido com regularidade, a grande maioria das pessoas com asma vive de forma completamente normal — trabalho, viagens e até desporto de competição incluídos. No Luxemburgo, o acompanhamento é assegurado pelo médico generalista e, no caso das crianças, pelo pediatra; um pneumologista intervém nas formas difíceis. O objetivo do tratamento moderno não é apenas aliviar as crises, mas torná-las raras: é a isso que se chama o controlo da asma.
Numa pessoa com asma, a parede dos brônquios está permanentemente inflamada — mesmo entre as crises, mesmo nos dias bons. Imagine condutas cuja mucosa está sempre um pouco irritada e inchada. Basta um fator desencadeante — pólen, fumo, um vírus, ar frio — para que o músculo que envolve essas condutas se contraia, a mucosa inche ainda mais e produza muco. O espaço para o ar estreita-se, sobretudo ao expirar: é a crise, com o assobio característico e aquela sensação de aperto no peito.
Compreender este mecanismo explica toda a lógica do tratamento: enquanto a inflamação de fundo persistir, os brônquios continuam hiperreativos e as crises voltam. Tratar a inflamação é retirar o terreno onde as crises crescem.
A crise típica junta falta de ar, pieira audível ao expirar, tosse seca e aperto torácico. Surge com frequência à noite, de madrugada, durante o esforço ou após contacto com um alergénio, e cede habitualmente com o inalador de alívio.
Os sinais de alerta mais importantes, porém, escondem-se no dia a dia, entre as crises. Fala-se de asma mal controlada quando se instalam situações como estas:
Muitos doentes habituam-se a estes sintomas e passam a considerá-los normais. Não são: uma asma bem controlada significa quase nenhum sintoma, quase nenhum recurso ao inalador de alívio e nenhuma limitação de atividade. Se não é o seu caso, marque uma consulta — o tratamento precisa provavelmente de ser ajustado.
O tratamento da asma assenta em dois pilares que não fazem o mesmo trabalho. O tratamento de alívio, em inalador, abre rapidamente os brônquios durante os sintomas ou a crise: alivia em poucos minutos, mas não toca na inflamação. O tratamento de fundo, tomado todos os dias, atua sobre a inflamação da parede brônquica: não se « sente » de uma dose para a outra, mas é ele que torna os brônquios menos reativos e as crises mais raras.
O erro clássico — e é muito frequente — consiste em parar o tratamento de fundo assim que a pessoa se sente bem. Ora, sentir-se bem é precisamente a prova de que o tratamento de fundo está a funcionar: a inflamação está contida, não curada. Interrompê-lo é deixar a inflamação reinstalar-se em silêncio, até à crise seguinte, por vezes grave. Qualquer alteração ao tratamento de fundo decide-se com o médico, nunca sozinho. A técnica de inalação também conta imenso: peça para a verificar na consulta ou na farmácia.
Cada asmático tem os seus próprios desencadeantes, e identificá-los ajuda a retomar o controlo. Os mais frequentes: os alergénios (ácaros do pó, pólenes, pelos de animais, bolores), o fumo do tabaco — incluindo o fumo passivo, particularmente nocivo para as crianças —, as infeções respiratórias do inverno e o esforço físico, sobretudo com ar frio e seco. Certos medicamentos e os picos de poluição também podem contribuir.
Gerir os desencadeantes não significa viver numa redoma: arejar o quarto e reduzir os ácaros, não fumar nem se expor ao fumo, vacinar-se contra a gripe se o médico o recomendar e aquecer progressivamente antes do desporto — combinadas com o tratamento de fundo, estas medidas simples fazem quase sempre uma diferença real.
A asma é a doença crónica mais frequente da infância. No Luxemburgo, é o pediatra quem faz o diagnóstico e ajusta o tratamento, em articulação com o generalista da família. Uma mensagem importa acima de tudo para os pais: uma criança asmática bem tratada vai à escola, corre, nada e faz desporto como as outras — a atividade física é até encorajada, porque melhora a capacidade respiratória. É sensato informar a escola e os treinadores, e garantir que o inalador de alívio está sempre acessível. Nos mais pequenos, o diagnóstico pode levar tempo, porque nem toda a pieira dos primeiros anos corresponde a uma asma.
Uma crise torna-se uma emergência quando o inalador de alívio não faz efeito ou faz muito pouco, quando falar se torna difícil (impossível acabar uma frase), quando os lábios ficam azulados ou a pessoa se esgota visivelmente. Na criança, o afundamento da pele entre as costelas a cada respiração ou uma sonolência invulgar são sinais de gravidade. Nestas situações, ligue imediatamente para o 112 — não espere « que passe ».
O percurso é simples: o médico generalista — ou o pediatra, no caso da criança — assegura o diagnóstico, a prescrição e o seguimento regular, com provas respiratórias quando necessário. O pneumologista intervém nas asmas difíceis de controlar ou para avaliações aprofundadas, e o alergologista quando há uma componente alérgica a explorar. As consultas e os tratamentos da asma são comparticipados pela Caisse nationale de santé segundo as regras habituais de reembolso; os detalhes estão disponíveis em cns.lu. Um seguimento regular, mesmo quando tudo corre bem, continua a ser a melhor garantia de manter a asma controlada a longo prazo.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui uma consulta médica. Em caso de dúvida, consulte um médico; em emergência, ligue 112.
Francês Italiano Luxemburguês
Médecin généraliste - Esthétique
Luxembourg Dental Medical Centre 7a Rue de Bonnevoie, 1260 Luxembourg-Gare, Luxembourg Idioma(s) falado(s) :Francês Inglês
Francês
Francês Árabe Inglês
Francês
Francês
Francês
Francês
Não — a asma é uma doença crónica: a inflamação dos brônquios pode acalmar, por vezes durante muito tempo, mas a predisposição mantém-se. Em contrapartida, controla-se muito bem: o objetivo realista é uma vida normal sem sintomas, não a cura definitiva. Nas crianças, a asma melhora frequentemente na adolescência, sem garantia de desaparecer.
Sim — e é até recomendado: a atividade física regular melhora a capacidade respiratória e o controlo da asma. Um aquecimento progressivo e uma asma bem tratada bastam na maioria dos casos. Se o desporto desencadeia sistematicamente sintomas, é sinal de controlo insuficiente: fale com o seu médico.
A bronquiolite é uma infeção viral aguda, muito frequente nos bebés no inverno, que cura em geral numa a duas semanas. Suspeita-se de asma do lactente quando os episódios de pieira se repetem fora de qualquer infeção. Só o pediatra pode distinguir as duas situações, muitas vezes após vários episódios.
Não necessariamente. Tudo depende de haver ou não uma alergia real, que um estudo alergológico pode confirmar. Se a alergia estiver comprovada e o animal agravar claramente os sintomas, a questão coloca-se a sério; caso contrário, medidas simples (animal fora do quarto, arejamento, limpeza regular) são muitas vezes suficientes. Decida com o seu médico, sem precipitação.
Porque a ausência de sintomas é precisamente o resultado do tratamento de fundo: ele mantém a inflamação dos brônquios controlada, não a fez desaparecer. Interrompê-lo deixa a inflamação reinstalar-se em silêncio, e as crises regressam, por vezes mais graves. Só o médico deve decidir aligeirar o tratamento, de forma gradual e sob vigilância.