Dr. Kosmas SIDIROPOULOS
Orthopedic and Traumatology Clinic 4 Rue Pierre de Coubertin, Bonnevoie-Nord-Verlorenkost Luxembourg Idioma(s) falado(s) :Francês Inglês
Especialidades envolvidas : Cirurgião ortopédico, Praticante de medicina alternativa
A fascite plantar é uma inflamação da fáscia plantar, a faixa de tecido fibroso que percorre a sola do pé, do calcanhar até aos dedos. O seu sinal característico é uma dor aguda sob o calcanhar, mais intensa logo nos primeiros passos da manhã ou depois de estar muito tempo sentado. No Luxemburgo, o clínico geral ou o podologista são o primeiro recurso; o cirurgião ortopédico só intervém quando a dor resiste ao tratamento habitual.
Muitas vezes é este pormenor que aponta para o diagnóstico, ainda antes de qualquer exame: uma dor aguda sob o calcanhar logo nos primeiros passos ao sair da cama, que alivia após alguns minutos a andar e regressa ao final do dia ou depois de esforço prolongado. Esta rigidez matinal explica-se pela fáscia, imóvel durante toda a noite, que é subitamente colocada sob tensão ao primeiro apoio. A dor também pode surgir ao levantar-se depois de estar muito tempo sentado.
Muitas pessoas descobrem numa radiografia um pequeno crescimento ósseo no calcanhar, o esporão calcâneo, e concluem que é a causa da dor. É uma ideia persistente mas incorreta: há quem tenha um esporão calcâneo sem nunca sentir dor, e, ao contrário, há dores graves sem qualquer esporão visível na imagem. É a fáscia inflamada que dói, não o osso. Tratar “o esporão” isoladamente não faz sentido; o que precisa de alívio é a fáscia.
A fáscia plantar absorve o impacto a cada passo. Inflama-se quando é exigida além do que consegue suportar: retomar bruscamente a corrida, permanecer muitas horas de pé em piso duro, calçado com pouco amortecimento, excesso de peso, ou uma barriga da perna demasiado rígida que transfere a tensão para a planta do pé. Não são só os desportistas afetados — profissões que exigem estar de pé o dia todo são também uma causa frequente.
O clínico geral costuma diagnosticar a fascite plantar com o exame clínico, sem recorrer sistematicamente a exames de imagem. O podologista tem um papel central no acompanhamento: análise da marcha, aconselhamento sobre calçado e confeção de palmilhas ortopédicas quando necessário. Deve consultar-se um médico se a dor durar mais do que algumas semanas, impedir andar normalmente, ou vier acompanhada de inchaço fora do comum, febre ou dormência — sinais que apontam para outra causa.
A boa notícia é que a fascite plantar cura, na grande maioria dos casos, sem cirurgia. O tratamento assenta em alguns pilares simples mas que devem ser aplicados com regularidade: alongar a fáscia e a barriga da perna várias vezes por dia, usar calçado com bom apoio do arco plantar, palmilhas ortopédicas feitas à medida quando necessário, e repouso relativo das atividades que desencadeiam a dor, sem imobilização total. Um fisioterapeuta pode acompanhar este trabalho de alongamento e propor técnicas complementares.
A parte mais difícil de aceitar é o prazo: a melhoria conta-se em semanas, por vezes meses, raramente em dias. Interromper as medidas cedo demais, assim que a dor diminui, expõe a uma recaída. A paciência faz parte do tratamento tanto quanto os próprios exercícios.
No Luxemburgo, as consultas com o clínico geral e o podologista, bem como as sessões de fisioterapia prescritas, são comparticipadas pela Caisse nationale de santé segundo as regras em vigor, detalhadas em cns.lu. As palmilhas ortopédicas feitas à medida têm comparticipação específica mediante prescrição médica. O percurso habitual começa pelo clínico geral, que encaminha para o podologista ou, em caso de resistência ao tratamento após vários meses, para o cirurgião ortopédico.
Alguns perfis estão mais expostos do que outros. O excesso de peso aumenta mecanicamente a tensão na fáscia a cada apoio. Os corredores que aumentam demasiado depressa o volume de treino, sem dar tempo aos tecidos para se adaptarem, estão entre os casos mais frequentes em consulta. As profissões que obrigam a estar de pé longas horas — comércio, saúde, restauração — também estão sobrerrepresentadas. Por fim, um pé muito cavo, ou pelo contrário muito chato, altera a distribuição das pressões e pode favorecer a inflamação da fáscia. Conhecer o próprio perfil de risco ajuda a adaptar as medidas de prevenção em vez de as aplicar ao acaso.
Alguns hábitos reduzem o risco de recidiva depois de a dor se acalmar: retomar a atividade de forma gradual, manter os alongamentos mesmo depois de curado, escolher calçado que amorteça realmente o passo, e vigiar o peso quando este sobrecarrega o arco plantar. Quem retoma a corrida deve aumentar as distâncias muito gradualmente, e não aos saltos.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui uma consulta médica. Em caso de dúvida, consulte um médico; em emergência, ligue 112.
Francês Inglês
Chirurgien orthopédiste spécialisé en chirurgie de la main et du poignet
Champs du Soleil Medical Centre in Steinfort 6 Rue Ermesinde 8416, Steinfort, Luxembourg Northern Hospital Centre (CHdN-Wiltz) 10 Rue Grande-Duchesse Charlotte, 9515 Wiltz , Luxembourg Idioma(s) falado(s) :Francês Inglês
Durante a noite, a fáscia plantar encurta ligeiramente em repouso. No primeiro passo da manhã, é subitamente esticada de novo, causando uma dor aguda que alivia após alguns minutos a andar.
Não, é uma ideia errada muito comum. Muitas pessoas têm um esporão calcâneo visível na radiografia sem qualquer dor, enquanto outras sofrem de fascite grave sem esporão. É a fáscia inflamada que dói.
A melhoria conta-se entre semanas e vários meses, consoante o caso. A regularidade dos alongamentos e o respeito pelo repouso relativo condicionam em grande parte a duração da cura.
Em primeiro lugar ao clínico geral, que muitas vezes diagnostica sem exames de imagem. O podologista ajuda com o calçado e as palmilhas. O cirurgião ortopédico só intervém se a dor persistir apesar de um tratamento bem seguido.
Raramente. A grande maioria dos casos cura com medidas simples: alongamentos, calçado adequado, palmilhas e paciência. A cirurgia só é considerada como último recurso após vários meses de tratamento bem seguido sem melhoria.