Dr. Maryam AGHAYAN
Robert Schuman Hospitals 5 Rue Edward Steichen, 2540 Kirchberg, Luxembourg Idioma(s) falado(s) :Francês
Especialidades envolvidas : Ginecologista, Dermatologista
O papilomavírus humano (HPV) transmite-se por contacto sexual e é tão comum que a maioria das pessoas sexualmente ativas entra em contacto com ele em algum momento da vida, muitas vezes sem sequer saber. Na grande maioria dos casos, o sistema imunitário elimina o vírus sozinho, em poucos meses a dois anos, sem deixar rasto. É apenas quando certos tipos persistem de forma prolongada que podem surgir lesões, nomeadamente no colo do útero. No Luxemburgo, o ginecologista é o profissional de referência para o acompanhamento e o rastreio ligados ao HPV.
Receber um resultado positivo no teste HPV pode preocupar, mas este achado está longe de ser raro: em algum momento, uma parcela muito grande da população sexualmente ativa é portadora do vírus. Ter HPV nada diz sobre o número de parceiros nem sobre escolhas passadas a julgar. O que importa não é a presença do vírus em si, mas o seu acompanhamento ao longo do tempo, pois é precisamente esse acompanhamento que permite agir antes de um problema se desenvolver.
A citologia cervicovaginal, cada vez mais associada ao teste HPV, é o exame que permite detetar alterações nas células do colo do útero muito antes de se tornarem preocupantes. É um exame de rastreio, não um diagnóstico de doença: um resultado alterado significa apenas que é necessária uma vigilância mais próxima, ou por vezes um exame complementar. Feito regularmente, ao ritmo recomendado pelo ginecologista, este rastreio é a ferramenta mais eficaz para evitar que uma lesão evolua sem ser detetada.
A citologia é feita numa consulta de ginecologia, sem preparação especial. Consoante a idade e os antecedentes, o médico propõe uma citologia clássica, um teste HPV, ou os dois combinados. O ritmo de acompanhamento é ajustado a cada situação. As despesas são comparticipadas segundo as regras habituais da Caixa Nacional de Saúde (CNS), no âmbito do acompanhamento ginecológico de rotina.
A vacina contra o HPV protege contra os tipos mais frequentemente associados a lesões do colo do útero, mas também a outras localizações, em homens e em mulheres. É recomendada tanto para raparigas como para rapazes, idealmente antes do início da vida sexual, pois a sua eficácia é máxima quando administrada antes de qualquer exposição ao vírus. Vacinar os rapazes protege a sua própria saúde e reduz também a circulação do vírus na população. Não substitui, de forma alguma, o rastreio; ambos se complementam.
A maioria das infeções por HPV não provoca qualquer sintoma visível, o que torna o rastreio regular ainda mais importante. Alguns tipos podem, no entanto, causar verrugas genitais (condilomas), que devem ser observadas por um ginecologista. Fora dessas situações, é sobretudo a regularidade do acompanhamento ginecológico que protege, muito mais do que a vigilância de sintomas que, na maior parte das vezes, simplesmente não existem.
A vacinação contra o HPV faz parte do calendário vacinal proposto a adolescentes, geralmente através do médico de família, do pediatra ou, consoante a organização local, em meio escolar. É administrada em várias doses espaçadas no tempo, segundo um esquema que depende da idade na primeira injeção. Este percurso é acessível sem grande complexidade, e as regras de comparticipação seguem as normas habituais da Caixa Nacional de Saúde (CNS). Nunca é tarde de mais para falar disso com um médico, mesmo depois da idade ideal recomendada.
Em resumo, o HPV gere-se bem quando se fala dele sem tabus e se segue o ritmo de rastreio recomendado pelo ginecologista. É essa regularidade, mais do que a preocupação, que protege eficazmente a longo prazo.
Partilhar um resultado HPV positivo com um parceiro pode parecer delicado, embora o tema mereça o mesmo tom natural de uma constipação: o vírus é banal, a sua transmissão faz parte de uma vida sexual ativa, e sabê-lo em nada muda o valor da relação. O que o rastreio regular realmente oferece é a possibilidade de falar disso com informação clara, em vez de preocupação sem fundamento.
Vale ainda lembrar um último ponto: o HPV nada tem a ver com higiene pessoal. O vírus transmite-se por contacto pele a pele durante o sexo, independentemente da frequência de relações ou dos hábitos de vida da pessoa em causa. Essa distinção importa, pois a culpa ou a vergonha raramente ajudam e podem até afastar alguém das consultas de seguimento.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui uma consulta médica. Em caso de dúvida, consulte um médico; em emergência, ligue 112.
Francês
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Não. Na grande maioria dos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, sem consequências. O rastreio regular serve precisamente para vigiar os raros casos em que persiste.
Pode continuar a proteger contra tipos aos quais ainda não foi exposto ou exposta; fale com o seu médico sobre a sua situação.
Depende da idade e dos antecedentes; o seu ginecologista indicará o calendário de acompanhamento adequado.
Sim, os homens podem ser portadores e transmitir o vírus, e podem desenvolver certas lesões, razão pela qual a vacinação também lhes é recomendada.
Não, não é uma urgência. Significa apenas que é necessário um acompanhamento mais próximo com o seu ginecologista.