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Miomas uterinos: muito frequentes, quase sempre benignos

Especialidades envolvidas : Ginecologista

Um mioma uterino é um tumor benigno que se desenvolve na parede muscular do útero. Não tem qualquer relação com o cancro e quase nunca evolui para uma forma maligna. Extremamente frequente, afeta uma grande parte das mulheres em algum momento da vida, com um pico entre os 35 e os 50 anos. No Luxemburgo, o ginecologista diagnostica e acompanha os miomas uterinos, desde a simples vigilância até à cirurgia quando esta se torna necessária.

Um tumor benigno extremamente frequente

A palavra “tumor” preocupa muitas vezes sem motivo. Um mioma, também chamado fibroma, é uma massa de tecido muscular e fibroso que se forma dentro ou à volta do útero. É tão frequente que se estima que a maioria das mulheres desenvolva pelo menos um ao longo da vida, por vezes sem sequer saber. Podem coexistir um ou vários miomas, de tamanhos muito variáveis, desde alguns milímetros até vários centímetros.

Na maioria das vezes, um companheiro silencioso

Convém dizê-lo desde já, para tranquilizar: a maioria dos miomas não provoca qualquer sintoma e é descoberta por acaso, numa ecografia feita por outro motivo ou numa consulta ginecológica de rotina. Nesse caso, não é necessário nenhum tratamento; basta uma vigilância periódica para garantir que o mioma se mantém estável.

Quando o mioma se faz sentir

Consoante o seu tamanho e, sobretudo, a sua localização no útero, um mioma pode ainda assim provocar sintomas bem reais. A menstruação torna-se mais abundante, por vezes ao ponto de causar cansaço ligado à falta de ferro. Pode surgir uma sensação de peso ou de pressão na parte baixa do abdómen, por vezes acompanhada de vontade frequente de urinar quando o mioma comprime a bexiga, ou de dor durante as relações sexuais. Estes sintomas, quando se instalam ou se agravam, merecem ser referidos numa consulta em vez de suportados em silêncio.

A quem recorrer e como funciona o acompanhamento

O ginecologista confirma o diagnóstico através de um exame clínico e de uma ecografia pélvica, por vezes complementada com uma ressonância magnética para precisar a localização exata antes de considerar qualquer procedimento. A frequência do acompanhamento depende do tamanho do mioma, da sua localização e da evolução dos sintomas; muitas mulheres só precisam de um controlo anual.

Opções graduadas, da vigilância à cirurgia

O acompanhamento adapta-se sempre ao incómodo realmente sentido, nunca à mera presença do mioma. Quando uma intervenção é útil, existem várias opções consoante a situação: tratamentos médicos podem reduzir hemorragias abundantes, uma técnica chamada embolização permite reduzir o tamanho do mioma bloqueando o seu fornecimento de sangue sem cirurgia aberta, e a cirurgia, que remove apenas o mioma ou, mais raramente, todo o útero, mantém-se reservada a situações em que as outras opções não bastam ou não são adequadas. A escolha constrói-se em conjunto com a doente, tendo em conta a sua idade, o desejo de engravidar e a intensidade dos sintomas.

Miomas e fertilidade

A grande maioria dos miomas não impede nem conceber nem levar uma gravidez a termo. Só certos miomas, sobretudo os situados dentro da cavidade uterina, podem por vezes dificultar uma gravidez ou uma conceção, justificando então uma conversa específica com o ginecologista em caso de desejo de engravidar. Esta questão merece ser colocada diretamente durante o acompanhamento, em vez de permanecer uma preocupação não expressa.

Miomas e menopausa

A evolução dos miomas está intimamente ligada às hormonas femininas, sobretudo os estrogénios, que favorecem o seu crescimento. É por isso que a menopausa muda muitas vezes o quadro: a diminuição natural das hormonas que a acompanha leva frequentemente a uma redução do tamanho dos miomas e a um alívio dos sintomas, nomeadamente das hemorragias abundantes. Esta evolução natural explica por que razão uma atitude de vigilância é muitas vezes razoável numa mulher que se aproxima da menopausa, em vez de uma intervenção imediata, exceto se o incómodo for demasiado importante para ser suportado entretanto.

Percurso de cuidados e comparticipação da CNS

No Luxemburgo, as consultas com o ginecologista, a ecografia pélvica e os exames complementares prescritos são comparticipados pela Caisse nationale de santé segundo as regras em vigor, detalhadas em cns.lu. Quando um tratamento ou uma intervenção está indicada, o percurso organiza-se com o ginecologista, que coordena, se necessário, com um serviço hospitalar especializado.

Este conteúdo é meramente informativo e não substitui uma consulta médica. Em caso de dúvida, consulte um médico; em emergência, ligue 112.

Perguntas frequentes

Um mioma uterino é um cancro?

Não. O mioma uterino é um tumor benigno que quase nunca evolui para uma forma maligna. É uma das doenças ginecológicas mais frequentes nas mulheres.

Um mioma dá sempre sintomas?

Não, a maioria dos miomas não provoca qualquer sintoma e é descoberta por acaso durante um exame. Nesse caso, basta uma vigilância periódica.

Que sinais devem levar a uma consulta?

Uma menstruação anormalmente abundante, uma sensação de peso na parte baixa do abdómen, vontade frequente de urinar ou dor durante as relações sexuais merecem ser referidos a um ginecologista.

Um mioma impede engravidar?

A grande maioria dos miomas não tem qualquer impacto na fertilidade ou na gravidez. Só certos miomas situados dentro da cavidade uterina podem por vezes dificultar a conceção e merecem ser falados com o ginecologista.

É preciso operar sempre um mioma uterino?

Não. A cirurgia só é considerada quando os sintomas são importantes e as outras opções, como o tratamento médico ou a embolização, não bastam ou não são adequadas à situação.