Dr. Enrico CESCUTTI
Dr. Enrico Cescutti's Medical Practice 30 Route de Belvaux, 4510 Oberkorn Differdange, Luxembourg Idioma(s) falado(s) :Francês Italiano Luxemburguês
Especialidades envolvidas : Médico generalista, ORL (otorrinolaringologista), Pneumologista
A rinite alérgica, muitas vezes chamada de alergia ao pólen ou febre dos fenos, é uma reação do nariz e dos olhos a substâncias normalmente inofensivas — pólen, ácaros, pelos de animais — que o sistema imunitário trata erradamente como uma ameaça. Ao contrário de uma constipação viral, volta todos os anos na mesma altura, dura semanas e não vem acompanhada de febre. No Luxemburgo, o médico de clínica geral faz o diagnóstico na maioria dos casos; o otorrinolaringologista ou o pneumologista intervêm em segunda linha, nomeadamente em caso de dúvida ou impacto respiratório.
Uma constipação viral instala-se progressivamente, por vezes com febre ligeira e dores musculares, e desaparece numa semana. A rinite alérgica, pelo contrário, começa muitas vezes de forma abrupta ao contacto com o alergénio — um passeio pela relva acabada de cortar, limpar o pó — e prolonga-se por semanas enquanto a exposição persistir.
O quadro típico associa espirros em salvas, um nariz que escorre ou, pelo contrário, completamente entupido, comichão no nariz, no palato ou na garganta, e olhos vermelhos, que picam e lacrimejam. Este envolvimento ocular, raro numa constipação comum, é um indício valioso. A regularidade sazonal acaba por fazer a diferença: um nariz que escorre todos os anos entre março e maio, ou assim que se aproxima um gato, não é coincidência.
O pólen das árvores predomina no início da primavera, o das gramíneas assume o protagonismo entre maio e julho, e a ambrósia ou outras ervas prolongam a estação até ao outono em algumas regiões. Os ácaros, por sua vez, vivem todo o ano nos têxteis e na roupa de cama, com um pico no outono e no inverno, quando o aquecimento favorece a sua proliferação em interiores mal arejados. As alergias a animais — sobretudo a gatos — provocam sintomas logo ao contacto, sem relação com a estação do ano.
Identificar o próprio calendário de sintomas já é uma informação útil para a consulta: um incómodo que surge todos os anos pelas mesmas datas aponta fortemente para o pólen, enquanto um incómodo permanente que piora ao acordar ou ao fazer a cama sugere antes ácaros.
O diagnóstico assenta primeiro na história clínica e nos sintomas, mas um teste alergológico permite identificar com precisão o ou os alergénios em causa. O mais comum, o teste cutâneo por picada (prick-test), consiste em colocar pequenas quantidades de alergénios no antebraço e observar a reação cutânea ao fim de cerca de vinte minutos; uma análise ao sangue que procura anticorpos específicos é uma alternativa ou complemento útil. Este teste muda concretamente a abordagem: permite orientar a evicção e, se for caso disso, discutir uma dessensibilização.
A rinite alérgica e a asma partilham o mesmo terreno alérgico, e uma pode preparar o caminho para a outra: uma rinite mal controlada pode favorecer o aparecimento ou o agravamento de asma, sobretudo em pessoas já sensíveis. Uma tosse que se instala, falta de ar ao esforço, uma sensação de aperto no peito durante a época polínica devem ser referidas ao médico, que avaliará se é necessária uma opinião pneumológica. Tratar corretamente a rinite faz parte, nesse sentido, da prevenção da asma.
No dia a dia, alguns hábitos limitam a exposição: consultar os boletins polínicos antes de sair, preferir sair depois da chuva, que fixa o pólen no solo, evitar estender a roupa lá fora em plena época, arejar de manhã cedo ou ao final da tarde em vez de a meio do dia, tomar duche e mudar de roupa ao chegar a casa, andar de carro com os vidros fechados. Contra os ácaros, capas antiácaros, lavagem regular da roupa de cama a alta temperatura e arejamento diário do quarto fazem uma diferença real.
Consulte o seu médico de clínica geral se os sintomas voltarem todos os anos, perturbarem o sono, o trabalho ou a concentração, ou piorarem apesar de medidas simples. As consultas, os testes alergológicos prescritos e o acompanhamento são cobertos pela Caisse nationale de santé (CNS) segundo as condições habituais de reembolso. Pode encontrar um médico de clínica geral, um otorrinolaringologista ou um pneumologista perto de si e marcar consulta diretamente na Doctipro.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui uma consulta médica. Em caso de dúvida, consulte um médico; em emergência, ligue 112.
Francês Italiano Luxemburguês
Médecin généraliste - Esthétique
Luxembourg Dental Medical Centre 7a Rue de Bonnevoie, 1260 Luxembourg-Gare, Luxembourg Idioma(s) falado(s) :Francês Inglês
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Francês Árabe Inglês
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A regularidade sazonal é o melhor indício: um incómodo que volta todos os anos pelas mesmas datas, dura várias semanas e vem acompanhado de olhos a picar sugere uma alergia. A ausência de febre e dores musculares também aponta nesse sentido. Em caso de dúvida, um teste alergológico esclarece.
Não necessariamente já na primeira estação, mas se os sintomas voltarem ano após ano ou se tornarem incómodos, o teste identifica com precisão o alergénio e permite ajustar o tratamento, incluindo a eventual desensibilização.
Não a provoca sistematicamente, mas ambas partilham o mesmo terreno alérgico, e uma rinite mal controlada aumenta o risco de asma ou agrava uma asma já existente. Qualquer tosse ou falta de ar associada à época polínica merece ser referida ao médico.
Sim, uma rinite alérgica pode começar em qualquer idade, incluindo em adultos sem antecedentes. Uma mudança de local de residência, uma exposição prolongada a um novo alergénio ou simplesmente a evolução do sistema imunitário podem estar na origem.
Depende do momento: arejar a meio do dia, quando as concentrações de pólen são mais altas, pode agravar o incómodo. Preferir de manhã cedo ou ao final da tarde, e consultar os boletins polínicos, permite limitar a exposição mantendo o interior arejado.