Dr. Mokhtar KHORCHEF
Cabinet Vade - Psychiatrie & Psychologie 147 Rue de l'Alzette, 4011 Esch-sur-Alzette, Luxembourg Idioma(s) falado(s) :Francês Árabe
Especialidades envolvidas : Psiquiatra, Psicólogo, Psicólogo clínico
Os transtornos de ansiedade reúnem várias doenças em que a ansiedade se torna excessiva, persistente e difícil de controlar, ao ponto de perturbar a vida quotidiana. As formas mais frequentes são a ansiedade generalizada, o transtorno de pânico, as fobias e a ansiedade social. São condições bem conhecidas e que se tratam: no Luxemburgo, o acompanhamento é assegurado por psiquiatras e psicólogos, com abordagens como a terapia cognitivo-comportamental, técnicas de relaxamento e, quando necessário, um tratamento medicamentoso decidido pelo psiquiatra.
No transtorno de ansiedade generalizada, a pessoa preocupa-se quase permanentemente, com tudo e com nada: a saúde dos familiares, o trabalho, o dinheiro, o futuro. As preocupações são desproporcionadas em relação às situações reais e vêm muitas vezes acompanhadas de tensão muscular, cansaço, problemas de sono e dificuldade de concentração. Não raro, são os próximos que notam primeiro que "tudo virou motivo de preocupação".
O transtorno de pânico manifesta-se por crises de angústia agudas, os ataques de pânico: em poucos minutos surgem palpitações, aperto no peito, sensação de falta de ar, tonturas, tremores e um medo intenso de morrer ou de perder o controlo. A crise passa por si só, mas o receio de que volte pode levar a evitar certos lugares ou situações, restringindo pouco a pouco a vida da pessoa.
Uma fobia é um medo intenso e irracional desencadeado por um objeto ou uma situação precisa: andar de avião, as alturas, certos animais, os espaços fechados, a visão de sangue. Em geral, a pessoa sabe que o seu medo é exagerado, mas não consegue racionalizá-lo e organiza a vida para evitar aquilo que o desencadeia. É esse evitamento, mais do que o próprio medo, que se torna incapacitante.
A ansiedade social vai muito além da simples timidez. A pessoa teme intensamente o olhar e o julgamento dos outros: falar numa reunião, comer em público, conhecer desconhecidos transformam-se em provações. Receia corar, tremer ou "dizer um disparate", e acaba muitas vezes por evitar as situações sociais, com consequências nos estudos, no trabalho e nas relações.
A ansiedade é uma reação normal e até útil: prepara-nos para um exame, uma entrevista, um perigo real. Fala-se de transtorno de ansiedade quando essa reação se torna desproporcionada, se prolonga no tempo e provoca um sofrimento real ou um impacto concreto no dia a dia. Alguns sinais ajudam a fazer a distinção:
Se vários destes pontos lhe dizem algo, é razoável falar com um profissional, sem esperar que a situação se agrave.
O médico de família é muitas vezes um bom primeiro interlocutor: conhece a sua história, pode excluir uma causa física e encaminhá-lo. Para um acompanhamento especializado, intervêm dois profissionais. O psiquiatra é médico: estabelece o diagnóstico, pode prescrever um tratamento e coordena os cuidados. O psicólogo, em particular o psicoterapeuta, acompanha através da palavra e de técnicas estruturadas, sem prescrever medicamentos. Os dois trabalham frequentemente em conjunto.
Uma primeira consulta é, acima de tudo, uma conversa. O profissional pergunta o que o traz, desde quando, em que situações a ansiedade aparece, como dorme e de que forma isso afeta o seu quotidiano. Não há nada de especial a preparar: basta trazer alguns exemplos concretos de momentos difíceis. No fim da conversa, é-lhe proposta uma orientação e, se necessário, um seguimento.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a abordagem mais estudada nos transtornos de ansiedade. Ajuda a identificar os pensamentos que alimentam a ansiedade, a confrontá-los com a realidade e a reexpor-se progressivamente, ao seu ritmo, às situações evitadas. É uma terapia concreta, limitada no tempo, com exercícios entre as sessões.
As técnicas de relaxamento — respiração lenta, relaxamento muscular, meditação de atenção plena — ensinam o corpo a baixar a tensão e oferecem ferramentas utilizáveis no dia a dia, inclusive durante uma subida de angústia.
Um tratamento medicamentoso pode ser útil em certas situações, nomeadamente quando a ansiedade é intensa ou vem acompanhada de depressão. A decisão cabe ao psiquiatra, que escolhe o tratamento, explica os seus efeitos e assegura o acompanhamento. Medicamentos e psicoterapia são frequentemente complementares, não concorrentes.
No Luxemburgo, as consultas com um médico — de família ou psiquiatra — são comparticipadas pela caixa nacional de saúde segundo as regras habituais do seguro de doença. Certas sessões de psicoterapia também podem ser reembolsadas sob condições. As modalidades exatas e os passos a seguir estão detalhados no site da CNS.
Em paralelo com o acompanhamento, alguns hábitos simples ajudam de verdade: mexer-se regularmente, nem que seja uma caminhada diária; preservar um sono regular; limitar o café, o álcool e os ecrãs ao fim da noite; manter o contacto com os outros em vez de se isolar. Falar com alguém de confiança também faz diferença: pôr a ansiedade em palavras torna-a muitas vezes menos avassaladora. Um transtorno de ansiedade não é uma fraqueza nem uma fatalidade — com um acompanhamento adequado, a grande maioria das pessoas recupera um quotidiano tranquilo.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui uma consulta médica. Em caso de dúvida, consulte um médico; em emergência, ligue 112.
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Antes de mais, lembre-se de que um ataque de pânico é muito assustador mas passa por si só, geralmente em menos de 30 minutos. Sente-se se possível, respire devagar prolongando a expiração e concentre a atenção em coisas concretas à sua volta (cinco coisas que vê, sons, o contacto do chão). Evite fugir do local à pressa: a crise diminui mesmo que fique. Se os sintomas forem invulgares para si — dor forte no peito, desmaio, dúvida sobre um problema cardíaco — ou se a pessoa não recuperar, ligue para o 112: é uma emergência.
A ansiedade normal está ligada a uma situação precisa e desvanece-se quando esta passa. Fala-se de transtorno quando a ansiedade é desproporcionada, quase diária há várias semanas, leva a evitar situações e afeta o trabalho, o sono ou as relações. Em caso de dúvida, o médico de família, um psiquiatra ou um psicólogo podem ajudá-lo a fazer o ponto da situação.
Ambos são boas portas de entrada. O psiquiatra é médico: estabelece o diagnóstico e pode prescrever um tratamento se necessário. O psicólogo acompanha através da psicoterapia, sem prescrever. Muitas pessoas começam pelo médico de família, que encaminha para um ou para o outro conforme a situação. Na prática, psiquiatras e psicólogos colaboram frequentemente.
Sim. Os transtornos de ansiedade estão entre as perturbações psíquicas que melhor respondem ao tratamento. A terapia cognitivo-comportamental tem provas dadas, as técnicas de relaxamento ajudam no quotidiano e um tratamento medicamentoso decidido pelo psiquiatra pode apoiar o processo quando é necessário. A melhoria é muitas vezes progressiva, mas duradoura.
As consultas com um médico de família ou um psiquiatra são comparticipadas pela caixa nacional de saúde segundo as regras do seguro de doença, e certas sessões de psicoterapia podem ser reembolsadas sob condições. Para conhecer as modalidades exatas e os passos a seguir, consulte o site oficial da CNS: https://cns.lu.